sexta-feira, 8 de abril de 2016

O que esperar quando não está esperando - parte II


Porque Eslováquia?
Até mesmo aqui eles me fazem essa pergunta, no início achei que era um pouco de menosprezo com o próprio país, mas é pura curiosidade.
EU NÃO ESCOLHI A ESLOVÁQUIA, ELA ME ESCOLHEU.
Depois que você faz a prova e sai a classificação, vem à espera da chamada e parece que dura séculos. Morri de medo achando que não ia conseguir uma vaga e quando me chamaram só tinha  um país disponível: México.
Porque não México?
Às vezes bate uma dorzinha no coração por ter dito não ao México, mas sei que fiz a coisa certa. O maior motivo foi a língua, para nós brasileiros não é muito difícil aprender espanhol (e isso é algo que eu quero fazer depois que voltar pro Brasil).
Depois do não, veio a tristeza de saber que o meu sonho não iria ser realizado. Porém, logo depois uma vaga nova abriu: o distrito 2240, que é composto pela República tcheca e Eslováquia. Quando se aceita essa vaga não se escolhe um dos dois países.
Eu queria muito que meu país fosse a Republica Tcheca, porque como a maioria das pessoas, eu não sabia nada sobre a Eslováquia. Então quando o e-mail chegou falando que eu iria para Eslováquia, eu surtei, mas depois fui me acostumando com a ideia.
Quando se é um intercambista  você ouve de tudo das pessoas, como é perigoso, como pode acontecer isso e aquilo, mas se dermos ouvidos nunca faremos nada, e a uma coisa que o intercambista precisa muito é CORAGEM, coragem para morar num lugar totalmente diferente, com uma linguagem, cultura desconhecida, coragem para enfrentar os problemas e saber lidar com eles. Nós intercambistas esbanjamos de coragem.
"Ah então você vai pra Eslovenia né? Tchecoslováquia?  Você vai fazer o que lá? Não vai estudar? Mas vai perder um ano."
Não perdi um ano, eu ganhei, assim como todos os outros intercambistas. Posso me comunicar em uma nova língua, conheci muitos lugares e pessoas que nunca teria conhecido se não fosse o meu intercambio. Em sete meses eu olho para trás e me sinto diferente, consigo ver atitudes que eu não gostava mas que fazia, me pergunto o porque de alguma delas. Sinto falta da minha família, e agora realmente posso dizer que dou valor a algumas coisas que antes eu mal me importava.

Minha primeira família anfitriã

A primeira vez que entrei em contato com eles foi através da minha irmã, Vladka, ela está em intercambio no México, ainda não encontrei-a pessoalmente. Nunca entrei em contato com toda a família antes de chegar apenas com a mãe e a irmã. Na  casa que eu iria morar era a mãe, Daniela, o pai, Dušan, a Gabirela, a minha irmã mais nova. Depois de um tempo, acabei descobrindo que ia ter mais uma irmãzinha, que ia nascer depois que eu chegasse.

Eu, Gabika e Adrianka no Natal. 
Eu me apeguei muito a eles, passei muito tempo com eles, forma cinco meses morando lá. Minha mãe estava sempre em casa, devido a licença maternidade e também meu pai (ele discorda). Danka me ensinou algumas coisas na cozinha, como fazer panquecas, e me deixava ajudar na cozinha mesmo eu sendo um desastre enquanto ela é maravilhosa cozinhando. Dušan era cheio de piadas, mas vivia me mandando estudar, acho que nunca vou esquecer disso.

Gabika era um pouquinho mais difícil de lidar, mas acho que me sai muito bem, a gente fez um bom trabalho juntas com os biscoitos de Natal, ela toca piano maravilhosamente, dá té uma invejinha.  Adrianka é coisa mais fofa que já vi na vida, Dušan e Danka foram muito bem sucedidos com suas três filhas.
Eles me levaram para vários lugares na Eslováquia: Trencin (pra visitar os avós de parte de pai), Bojnice, Stare Lubovna, Spissky hrad e também um voo por Presov, a cidade que eu morava. Também fiquei próxima dos meus avós por parte  de mãe, dormia na casa deles quando precisava ficar em Kosice, eles levaram eu e uma outra intercambista para visitar Praga.
No fim, dar adeus foi muito difícil, mas quando se é intercambista precisamos de mudanças mesmo 
que elas sejam um pouco doloridas.


Minha escola
Dia das bruxas, quando todo mundo foi fantasiado.
Eu estudo em um escola bilingual, então algumas das minhas aulas são em inglês (geografia, história, artes e estudos sociais) o que ajuda um pouco a não ficar no tédio o momento todo. As aulas começam ás oito, e não necessariamente temos todos as aulas por dia, que são sete, tem dia que saio depois das duas tarde e dia que saio ao meio-dia. Depois de cada aula temos um intervalo que pode ser de 5, 10 ou 20 minutos e quase todo mundo come durante os intervalos.  Temos que nos levantar quando o professor chega na sala como sinal de respeito, em algumas escolas é necessário trocar de sapato, mas não é o caso da minha. 


No início do ano escolar (setembro), haviam quatro intercambistas na escola: Mannah (USA), eu, Diego (México) e Matti (Bélgica).


Nós trocamos de sala a dependendo da aula, sentamos em dupla, temos aula em laboratório toda semana. Aqui temos que chamar os professores de "senhor professor" e "senhora professora", falamos "bom dia" e "adeus", porque "oi" e "tchau" é considerado falta de educação.
Nós almoçamos geralmente no final da aula ou quando dá tempo, pagamos pelo almoço, mas nem todo mundo almoça na escola, a comida não é tão boa. Saudades da comida da escola do Brasil.
As meninas se vestem muito bem para vir para a escola, nada de uniformes, algumas até usam salto. Me sinto em um desfile de moda todo santo dia.
Eu e a Mannah em aula, quando a professora pegou meu celular e começou a tirar fotos.


Minha segunda família anfitriã
No dia 18 de janeiro me mudei para minha segunda família, o que foi muito diferente da  minha primeira. Enquanto na primeira família tinha sempre alguém em casa, na segunda estou constantemente sozinha, pois meus pais trabalham o dia todo. Eu também mudei de cidade, agora não preciso mais acordar ás 5:30 da manhã para ir para escola. 

Moro só com meus pais, Jan e Renata. Eles tem dois filhos, um está no Brasil fazendo intercambio (que fala muito bem português) e outro mora em Bratislava á seis horas de distância. Estou morando a quase três meses com eles, já visitei a Polônia, Tatras e iremos em breve a Hungria.
Meu pai trabalha bastante, ele tem uma empresa onde eles montam projetos e fazem mobília. Já minha mãe trabalha em um escritório do estado. Ambos tem me ajudado muito com a língua, ainda mais que minha mãe não fala inglês, porém compreende. 


Os avós de parte de pai, moram do outro lado da rua, é só atravessar. Minha avó é um doce de pessoa e meu av, que sempre troca meu nome, fala alemão, sempre tenta me mostrar coisas sobre lá ou sobre qualquer outra coisa e sempre tem alguma história para contar. Os outros avós, infelizmente eu só encontrei uma vez, mas são igualmente amáveis. Nessa família eu tenho uma tia, que também é minha professora de matemática, ela é sempre animada e divertida.
Troco de família essa semana, vamos ver como as coisas vão se sair.





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

50 coisas sobre a Eslováquia


1- Aqui as pessoas costumam sair pra festas na sexta feira e não no sábado. Sábado geralmente tem programas mais lights ou então nada.
2- É super natural assoar o nariz em qualquer lugar e na frente de qualquer um.
3- É raro as mulheres irem no salão para coisas como depilação, unha, pintar o cabelo, escova e todas essas coisas pelas as quais as mulheres brasileiras vivem no salão. Além disso é muito mais caro, como um corte de cabelo que em média custa 20 euros.
4- Relacionamentos aqui costumam ser mais longos e divórcios não são comuns como no Brasil.
5- Enquanto no Brasil geralmente temos as mesmas coisas para o café-da-manha (como pão, leite, café…) e para almoço/jantar (arroz, feijão, “mistura” e salada), na Eslovaquia todo dia é diferente. No almoço por exemplo, é super normal ter pratos elaborados em uma segunda-feira. E eles comem sopa antes do almoço em si.
6- Na Eslováquia se bebe muitoooooo chá.
7- Nas festas, bares, restaurantes e em casa as bebidas são servidas naturais e não geladas como no Brasil. Cerveja é praticamente quente, vodka é quente, vinho é quente, água e suco são quentes…
8- O ensino médio dura 4 anos. (Depende)
9- Não há horário fixo para terminar a aula, cada dia é diferente, dependendo do numero de aulas que temos no dia, então não temos “horário da saída”. Cada um sai em uma hora diferente da escola.
10- Carne de boi na Eslováquia é muito cara e é raro quando comemos.
11- Nos mercados e lojas não há sacolas. Se quisermos, temos que comprar. Então quando vão fazer compras, as pessoas costumam levar suas próprias sacolas. Também não há empacotadores no mercado.
12- As notas em provas escolares aqui são de 1 a 5, sendo 1 a nota máxima e 5 a nota mais baixa.
13- Amamentar em publico é visto como algo super anormal e estranho. Os eslovacos olham torto pra quem faz isso, repreendendo mesmo. Experiencia pessoal, minha primeira host mom amamentava e quando tinha que fazer em público tínhamos que ir pra um lugar onde ninguém olharia.
14- As aulas começam em setembro e não em fevereiro como no Brasil.
15- Os pais (pai e mãe) eslovacos são muito rígidos e cuidadosos. É super normal ver jovens de 18 anos que os pais deixam ficar fora de casa no máximo ate as 22:00 horas. E eles tem ficção com meias, se você não estiver usando meia dentro de casa, pode saber que eles vão mandar você botar.
16- Na Eslováquia é muito raro ver alguém que tenha feito cirurgia plástica. Eles acham silicone o máximo.
17- Em algumas famílias é normal temperar a salada com açúcar ao invés de sal e vinagre.
18- é muito raro ver alguém andando de moto na rua e quando vemos geralmente são aqueles motociclistas com motos esportivas.
19- Quando os professores entram na sala todos os alunos tem que se levantar e ficar em silencio até que o professor diga que já podemos sentar.
20- No Brasil, qualquer lojinha de esquina aceita pagamento em cartão (credito ou debito), na Eslováquia não. Ninguém paga usando cartão aqui.
21- É quase impossível ver uma pessoa negra na Eslováquia.
22- Eslovacos usam bem menos perfume (ou não usam) do que os brasileiros, principalmente os homens.
23- Ninguém tem empregada domestica, apenas pessoas muito ricas.
24- Apartamentos e algumas casas tem um lugar apenas para o vaso sanitário e outro lugar diferente paro o chuveiro e pia. E geralmente a maquina de lavar fica no banheiro.
25- Todas as torneiras tem opção de água fria ou quente.
26- Eslovacos reclamam da Eslováquia da mesma forma que muitos brasileiros reclamam do Brasil, achando que outros lugares são melhores.
27- Eslovacos tem muito orgulho de seu refrigerante típico “kofola” e quase não vemos pessoas bebendo coca-cola.
28- Temos que trocar o sapato quando chegamos na escola e quase todo mundo usa meia com chinelo depois disso. (depende da escola).
29- Papel higiênico é descartado no vaso sanitário e não em lixeiro como no Brasil.
30- Após cada aula que dura 45 min, tem um intervalo que pode ser de 20, 10 ou 5 min e todo mundo come nesses intervalos.
31- A maioria dos alunos almoçam na escola, mesmo que a aula já tenha acabado e eles possam ir para casa logo em seguida.
32- Na sexta- feira não se come carne e geralmente o “almoço” é doce, como pão com mingau de baunilha e chá.
33- As escolas não tem uniforme e todos os dias acho que estou na São Paulo fashion week vendo os alunos.
34- As comidas tem muito óleo, tanto que um brasileiro não consideraria normal.
35- O preconceito com ciganos na Eslováquia é muito pior do que qualquer tipo de preconceito que temos no Brasil.
36- Eslovacos amam hóquei do mesmo jeito que brasileiros amam futebol.
37- Visita na Eslováquia é coisa séria! Eles sempre tratam muito bem, dão muita comida abrem garrafas de vinho ou alguma bebida. As vistas também costumam levar algum presente para o dono da casa, pode ser um bolo, vinho, chocolate, uma planta. E isso não ocorre somente em visitas formais, é sempre!
38- eslovacos adoram fazer programas ao ar livre, caminhar nas montanhas, andar de bicicleta, nadar…
39- Toda a festa na Eslováquia acaba tocando musica folclórica eslovaca em algum momento, todo mundo ri, mas dança. É quase a mesma situação das nossas musicas bregas de fim de festa no Brasil hahahahahahah
40- tem um grande número de vegetarianos.
41- Eslovacos são pessoas calorosas e gentis em sua maioria, e estão sempre preocupados com seu bem-estar.
42- Quase não se bebe suco de frutas na Eslováquia. (?)
43- até hoje só achei uma pessoa aqui que fosse capaz de pronunciar as palavras “não”, “João”, “mãe”, manhã”, e admito que é muito engraçado ver eles tentarem. 
44- É raro ter musica ao vivo em restaurantes e bares.
45- Muitos adolescentes não acreditam em Deus.
46- É normal um eslovaco ir a restaurantes e pedir uma pizza (que no Brasil
consideraríamos grande) só para ele. Isso me assustou no começo hahahahaha
47- O idioma falado na Eslováquia, o “ eslovaco”, é extremamente difícil, considerado um dos mais difíceis para se aprender.
48- as mulheres eslovacas são reconhecidas como umas das mais bonitas do mundo (o que realmente é verdade).
49- Na Eslováquia eles comemoram o “dia do nome”. Cada um tem seu dia do nome no calendário e para eles é quase tão importante quanto o aniversario.
50- CASACO em eslovaco se diz BUNDA!!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Bratislava e Viena


Semana passada eu entrei em um trem com mais de dez intercambistas em direção a Bratislava, capital da Eslováquia. Nosso trem ficou parado durante duas horas em Trencin por problemas técnicos, então chegamos em Bratislava e fomos direto para o Mercado de Natal (Christima's Market). Infelizmente não aproveitei muito do Mercado, 
Eu e o Cumil, famosa estátua em Bratislava

Slavía

No segundo dia de viagem fomos para Slavía, um memorial de guerra em Bratislava construído entre 1957 e 1960. O monumento celebra a liberação do Exército Vermelho em abril de 1945. O local também é um cemitério militar onde estão enterrados 6.845 soldados soviéticos que morreram nas batalhas na cidade e na região nas últimas semanas da Segunda Guerra Mundial.
Intercambistas brasileiros na Eslováquia e alguns ex-intercambistas.



Castelo de Bratislava

Eu não gosto muito do castelo de Bratislava, talvez por que eu não ache que pareça um castelo, mas não posso dizer que não é bonito. Depois do Castelo de Bratislava, fomos a Viena, capital da Aústria, onde visitamos alguns dos principais pontos turísticos (Palácio de Schönbrunn, Palácio Imperial de Hofburg e a Catedral de Santo Estêvão) e também o Mercado de Natal em Viena.
Vista para o UFO.

Palácio de Schönbrunn

Considerado a "Versalhes Vienense", o palácio é parte do patrimônio histórico da Unesco, na frente do palácio nessa época do ano, há um grande Mercado de Natal e o jardim atrás do palácio é maravilhoso. Há também um labirinto e um zoológico se não me engano, mas não tive tempo de ir conferir.


Todos os intercambistas do D2240 que moram na Eslováquia.
Parque do palácio.

Catedral de Santo Estêvão


Palácio Imperial de Hofburg

 Localizado bem no coração da cidade, o palácio ficou conhecido por ser o local onde viveu a imperatriz Sissi.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Aqui papai Noel vem mais cedo

Hoje é dia seis de dezembro, e o bom velhinho deixou uma recompensa por eu ter sido uma boa menina esse ano hoje de manhã. Mikuláš como é conhecido por aqui, ou São Nicolau, aparece na virada do dia cinco pro dia seis de dezembro.

Porque dia seis e não no dia de Natal? 

Dia seis de dezembro foi a data de morte dele, e por isso hoje aqui é o dia de Mikuláš. 
Outra diferença é que Mikuláš anda acompanhado de um anjo e um demônio. Segundo a tradição, as crianças devem limpar os sapatos e bota-los na janela para que ele ponha doces dentro, mas se você foi uma má criança você pode ganhar cebolas, carvão e uma vassoura (a última é de acordo com meu host father, que não parava de falar que eu ia ganhar uma vassoura).

Então quem vem no Natal se não é o Papai Noel? 

O menino Jesus. Quem mais viria uai? As crianças escrevem cartas pra Jesus e é ele quem trás os presentes. De acordo com relatos que ouvi, depois da ceia de natal, algumas pessoas da família saem para dar um passeio com as crianças para que Jesus possa entregar os presentes na casa.

Minha bota e a da minha irmã.

FELIZ DIA DE SÃO NICOLAU!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O que esperar quando não está esperando - Parte I || What to expect when you are not expecting - Part I



São mais de três meses longe de casa, num país miúdo e desconhecido no coração da Europa. Eslováquia? Onde fica isso? Mas não é Checoslováquia não? Eslovênia? Eles falam russo? Essas foram uma das milhares de perguntas que me fizeram antes de sair do Brasil, e muita gente não sabe sobre Eslováquia (eu não sabia). 
Meu intercambio não começou no dia da minha viagem, o processo foi longo, muitos documentos, encontros e reuniões. Sou uma intercambista do Rotary Internacional, e vou tentar explicar  como tudo funciona e como tudo aconteceu.

O que é Rotary? (Como eu conheci o Rotary)

"Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo"
Conheci o Rotary quando uma menina da minha cidade fez intercambio para a Alemanha há uns dois anos atrás, lógico que me interessei, mas na época minha família não tinha condições e nem muita confiança. Então ano passado mais duas pessoas se tornaram intercambistas pelo Rotary, um na Alemanha outra na Finlândia. Quando você é um intercambista, não é só você que é envolvido na história, se você vai, alguém tem que vir no seu lugar. Um intercambio de pessoas,o  nome é auto explicativo. E foi assim que conheci uma Dinamarquesa e um Taiwanes que estudaram comigo por um ano.
Frederikke (Dinamarca), eu e Joe (taiwan).
Dessa vez fui fazer a prova pra tentar assim como essas pessoas, ser uma intercambista, mas para você se inscrever para a prova, tem que ser indicado por um Club.

O meu Club no Brasil.

Rotary Club Domingos Martins

Não é toda cidade que tem um Rotary Club e algumas delas tem mais de um. O RC da minha cidade não é um dos maiores, e estão sempre de braços abertos. Antes de eu participar da prova nunca tinha ido a uma reunião deles, só havia conhecido alguns Rotarianos que me concederam a indicação, mas nem todo Club é assim. Alguns Clubs escolhem muito bem antes de indicar, isso depende muito, já vi vários casos: intercambista que teve que fazer apresentação para o Club ou que teve que ir a algumas reuniões antes. 
Depois que descobri que havia passado na prova frequentava todas as reuniões que podia e eles sempre se mostraram atenciosos comigo e me deram todo o apoio.
Agora uma coisa importante: NÃO PRECISA SER ROTARIANO OU TER FAMÍLIA ROTARIANA PRA SER INDICADO. Não tenho família rotariana, minha família sabia de Rotary tanto  quanto eu até um ano atrás, então não pense que não tem chance por não fazer parte dessa família chamada Rotary. O Rotary tem um coração grandão e cabe todo mundo. 
Onde achar um Rotary Club mais perto de você?
É só vir aqui nesse localizador e digitar sua cidade, é muito simples. Lá você encontra endereço e os dias das reuniões.

O meu distrito no Brasil


Intercambistas do Distrito 4410 ano 15/16: México, Taiwan, Eslováquia, Alemanha, França, Japão, EUA e Dinamarca.
A sua indicação do Club vai para o distrito, são 38 distritos no Brasil todo. Cada distrito tem uma quantia de vagas diferente, no ano 2015/2016 o meu distrito enviou 17 intercambistas para vários lugares do mundo (Isso também depende muito, do país estrangeiro).
Depois que é feita a indicação, pelo menos no Distrito 4410, temos uma reunião de orientação onde eles falam sobre os gastos, responsabilidades, atividades e etc. Depois vem a prova (mais uma vez, depende de cada distrito), que inclui conhecimentos gerais, conhecimentos sobre Rotary, Inglês e Redação.
E ai vem a temida entrevista, depois que você passa por ela, vê que não é um bicho de sete cabeças. Em geral, perguntam sobre sua rotina e família, se participa das atividades da comunidade, o que sabe sobre Rotary e muito mais.

Um mapinha dos distritos no BR pra ajudar.
           O que são os 4D's?
  1. Não dirigir (no drive)
  2. Não beber (no drunk)
  3. Não usar drogas (no drugs)
  4. Não namorar (no date)

Algumas outras regras você encontra aqui. E em alguns outros distritos você encontra mais Ds como: não fumar, não se endividar e não fazer downloads (sim acredite se quiser!)




O meu Club na Eslováquia 

Rotary Club Kosice Classic: 1º reunião

Se você precisa de um Club no seu distrito para te indicar, você precisa de um Club no país que esta indo para te receber. São eles que te dão todo o apoio no país estrangeiro, neste Club você tem um conselheiro, que é quem você tem para te ajudar mais de perto e obviamente te aconselhar. Geralmente, alguns Clubs tem mais de um intercambista, no meu são três: Eu (Brasil), Mannah (EUA) e Diego (México).


O meu distrito na Eslováquia 



O meu distrito em que eu estou é o 2240, que é integrado por dois países: República Tcheca e Eslováquia. Quando você aceita a vaga desse distrito, a primeira coisa que tem que saber: você não escolhe quais dos dois países você vai. 
Esse ano, são mais de 80 intercambistas nesse distrito, e você conhece todos nas Reuniões de orientação. São doze brasileiros (oito na Eslováquia e quatro na Rep. Tcheca) e nove na cidade onde eu moro. Nós nos reunimos umas sete vezes no ano e quase todas as reuniões são organizadas pelos ROTEXs (antigos intercambistas).


It is more than three months far away from home, in a small and unknow country in the heart of europe Slovakia? Where is it? But is not Czechoslovakia? Slovenia? Do they speak Russian? Those were some of the thousand questions that people asked me before I left Brazil, and a lot of people don't know about Slovakia (I didn't).
My exchange didn't start in the day of my travel, the process was long, a lot of documents and meetings. I'm an exchange student from Rotary International and I will try to explain how everything works and how everything happend to me.

What is Rotary? (How did I meet Rotary)

"Rotary is an organization of business and professional persons united worldwide who provide humanitarian service, encourage high ethical standards in all vocations and help build goodwill and peace in the world."
I met Rotary when a girl from my city went to live in Germany as exchange student two years ago, of course I got insterested, but in that time my family didn't have conditions and trust. So, last year two more people from my city became exchange student, one in Germany and another one in Finland. When you go somewhere as an exchange student, someone from another country needs to come in your "place". This way I meet a Danish girl and a boy from Taiwan who study with me during that year.
After that, I did an application to be an exchange student, but to do that you need to be indicated by a Rotary Club

My club in Brazil

It's not every city that has a Rotary Club, and some of them have more than one. The RC from my city is not one of the biggest and are always with open arms. Before I wrote the test I'd never been in a meeting, I just had meet some Rotarians that gave me the indication, but not every club is like that. Some clubs choose well before indicating, it depends a lot, I've seen several cases were exchange students had to make presentation to the club or had to go to some meetings before.

After I discovered that I had passed the test, I went to every meeting I could and they have always been kind to me and gave me all the support.
Now one important thing: YOU DO NOT HAVE TO BE OR HAVE A ROTARIAN IN FAMILY TO BE AN EXCHANGE. 

 I don't have no one Rotarian in my family, they knew about Rotary as much as I did until a year ago, so do not think you have no chance to be part of this family called Rotary. Rotary has a big one heart and fits everyone.
Where to find a club near you?
Just go to this locator and enter your city, it's very simple. There you will find address and day meetings.

My district in Brazil

Your Club 's indication goes to the district , there are 38 districts throughout Brazil . Each district has a different amount of vacancies, in this year 2015/2016 my district sent 17 exchange students to various places of the world ( It also depends a lot of the foreign country) .
After the indication is made , at least in District 4410 , we have an orientation meeting where they talk about spending, responsibilities , activities , etc. Then comes the test (again , depends on each district) , which includes general knowledge of Rotary , English and Writing .
And here comes the dreaded interview, after you go through it , you see it's not a big deal . In general, ask about your routine and family, if you participate in community activities, what you know about Rotary and more.

What are the 4D 's?

No driving
No drinking
No drugs
No dating
And in some other districts you find more Ds as not smoking, not going into debt and not to download files in internet.
My club in Slovakia
If you need a club in your district to indicate you, you need a Club in the country that you are going to. They will give you all the support in the foreign country , this club you have a counselor , that's who will help you more closely and obviously advise you. Generally , some clubs have more than one exchange student, in my are three: I ( Brazil ) , Mannah (USA) and Diego (Mexico).
My district in Slovakia
My foreign district is 2240, which is composed of two countries : the Czech Republic and Slovakia . When you accept being an exchange student in this district , the first thing you have to know : you do not choose which of the two countries you will go.
This year , there is more than 80 exchange students in this district , and you meet them all in the meetings . There are twelve Brazilians (eight in Slovakia and four in the Czech Rep.) and nine exchange students in the city where I live. We met about seven times a year and almost all meetings are organized by ROTEXs (ex exchange students ) .



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